Rede de educação empreendedora criada no Paraná acelera expansão, mira novas cidades no interior de São Paulo e prepara uma nova fase como aceleradora de startups de jovens empreendedores
A Escola Mira está acelerando seu plano de expansão pelo país. Criada em Londrina, no Paraná, a rede de educação empreendedora já está presente em Londrina, Maringá, Cascavel, Curitiba, Toledo, Barueri e Joinville e agora começa a mirar uma nova fronteira: o interior de São Paulo.
Entre os mercados no radar estão Campinas, Indaiatuba, São José dos Campos e Ribeirão Preto, cidades que combinam forte atividade empresarial, renda, crescimento populacional e uma ampla presença de escolas particulares.
O movimento acontece em um momento de maior exposição da marca. A trajetória da Mira e seu modelo de negócios já foram destaque em matérias publicadas por importantes veículos de imprensa, ampliando a visibilidade da empresa e de sua proposta de levar empreendedorismo para a formação de crianças e adolescentes.
Mas a expansão das escolas é apenas uma parte do plano. A companhia começa a estruturar uma nova etapa de sua operação: atuar também como aceleradora de startups criadas por jovens de 18 a 23 anos, muitos deles ex-alunos da própria escola.
A ideia é acompanhar o empreendedor depois da formação escolar, criando uma espécie de continuidade da jornada iniciada na infância e na adolescência.
De aluno a empreendedor
A proposta muda a relação tradicional entre escola e aluno.
Na Mira, o empreendedorismo começa ainda na formação básica. Os estudantes são estimulados a identificar problemas, criar soluções, desenvolver projetos, apresentar suas ideias e aprender com a prática.
A nova frente pretende levar esse processo para uma etapa seguinte. Jovens entre 18 e 23 anos poderão encontrar na Mira não apenas formação, mas também apoio para transformar seus projetos em negócios.
A companhia passa a se posicionar como uma possível ponte entre educação, empreendedorismo e capital, acompanhando startups em seus primeiros estágios.
O conceito já começou a sair do papel. Segundo Marco, fundador da Mira, somente neste mês a companhia investiu em duas startups de alunos da escola, com um cheque de R$ 500 mil em cada uma. É um movimento que dá consequência prática à proposta pedagógica da empresa.
“Agora vai lá e faz”
Para Marco, essa mudança representa a principal diferença entre a metodologia da Mira e o modelo tradicional de ensino: “Antes, o processo chegava a um final de sala de aula e perguntava o seguinte: ‘Você aprendeu?’”. Hoje nós finalizamos a aula perguntando se aprendeu e dizendo: ‘Agora vai lá e faz!”
A frase resume a filosofia da empresa. O objetivo não é apenas ensinar empreendedorismo como conteúdo, mas estimular o aluno a colocar o conhecimento em prática.
E isso começa a criar uma trajetória que pode acompanhar o estudante por diferentes fases: primeiro como aluno, depois como empreendedor e, eventualmente, como fundador de uma startup.
Uma expansão que começou no Paraná
Criada em 2022, a Mira nasceu com uma proposta de complementar a educação tradicional com competências consideradas fundamentais para o futuro profissional.
A metodologia é direcionada a jovens de 7 a 17 anos e trabalha temas como empreendedorismo, educação financeira, liderança, comunicação, oratória, criatividade, resolução de problemas, tomada de decisão e inteligência emocional.
O modelo já começou a ser replicado por meio de franquias. Depois de consolidar presença em diferentes cidades do Paraná, a empresa avançou para outros mercados, chegando a Barueri, em São Paulo, e Joinville, em Santa Catarina. Agora, o próximo passo é ampliar a presença paulista a partir de cidades do interior.
Uma metodologia com inspiração internacional
Por trás da expansão está uma metodologia construída a partir de referências internacionais.
A Mira foi criada a partir de experiências e referências do Vale do Silício, aperfeiçoada pelos fundadores com estudos e formações ligados a Harvard e outras instituições internacionais, e incorpora elementos associados à educação finlandesa.
A empresa também utiliza fundamentos da psicologia comportamental, incluindo conceitos relacionados aos estudos de B. F. Skinner, aplicados ao desenvolvimento de hábitos, comportamentos, feedback e aprendizagem pela prática.
A lógica é colocar o aluno em situações nas quais ele precisa tomar decisões, resolver problemas, testar hipóteses e lidar com as consequências de suas escolhas.
Da escola para a aceleração
É justamente essa continuidade que pode diferenciar a nova estratégia da empresa.
Ao criar uma frente de aceleração para jovens de 18 a 23 anos, a Mira passa a explorar um espaço entre a educação e o mercado de venture capital. O jovem que passou anos aprendendo a identificar oportunidades e desenvolver projetos pode, depois dos 18 anos, encontrar dentro do próprio ecossistema da Mira suporte para transformar uma ideia em uma empresa.
A aceleradora poderá trabalhar com startups em estágio inicial, oferecendo capital, orientação, conexão com empreendedores e acompanhamento do desenvolvimento do negócio.
De R$ 10 milhões para R$ 17 milhões
A estratégia de crescimento também chama a atenção do mercado de capitais.
A Mira foi avaliada em aproximadamente R$ 10 milhões em sua primeira rodada de investimento. Agora, segundo informações da companhia, participa de uma nova rodada com avaliação de R$ 17 milhões.
A nova avaliação acontece em um momento em que a empresa amplia sua ambição.
A tese deixa de depender exclusivamente da expansão da rede física e passa a considerar também a capacidade da Mira de formar empreendedores e, posteriormente, investir em negócios criados por eles.
O capital passa a estar conectado à própria comunidade criada pela escola.
Uma nova avenida de crescimento
O modelo pode criar uma dinâmica diferente da tradicional educação privada.
Uma escola normalmente monetiza a relação com o aluno enquanto ele está matriculado. A Mira começa a pensar em uma relação de longo prazo. O aluno entra aos 7, 10 ou 12 anos, desenvolve competências empreendedoras ao longo da adolescência e, aos 18 anos, pode voltar ao ecossistema como fundador de uma startup.
Nesse momento, a empresa deixa de ser apenas uma instituição de ensino e passa a atuar também como aceleradora e investidora em novos negócios. É uma tese que aproxima educação e inovação.
A próxima fronteira
A história da Mira começou em Londrina, mas o plano agora é nacional.
Com presença em sete cidades, exposição crescente na imprensa, expansão para novos mercados e uma nova rodada que avalia a companhia em R$ 17 milhões, a empresa entra em uma fase decisiva.
O interior paulista é o próximo grande teste. Campinas, Indaiatuba, São José dos Campos e Ribeirão Preto podem ser apenas os primeiros mercados de uma expansão maior. Ao mesmo tempo, a criação de uma aceleradora para jovens de 18 a 23 anos pode transformar a própria base de alunos em um pipeline de novos empreendedores e startups.
A Mira ensina empreendedorismo aos jovens. Agora, quer fazer algo ainda mais ambicioso: formar o empreendedor, acompanhar sua evolução e, quando ele estiver pronto para construir uma empresa, investir nele.
É uma mudança que transforma a escola em algo maior do que uma escola.
De sala de aula para startup. De aluno para fundador. E de educação para capital.
A Escola Mira está acelerando seu plano de expansão pelo país. Criada em Londrina, no Paraná, a rede de educação empreendedora já está presente em Londrina, Maringá, Cascavel, Curitiba, Toledo, Barueri e Joinville e agora começa a mirar uma nova fronteira: o interior de São Paulo.
Entre os mercados no radar estão Campinas, Indaiatuba, São José dos Campos e Ribeirão Preto, cidades que combinam forte atividade empresarial, renda, crescimento populacional e uma ampla presença de escolas particulares.
O movimento acontece em um momento de maior exposição da marca. A trajetória da Mira e seu modelo de negócios já foram destaque em matérias publicadas por importantes veículos de imprensa, ampliando a visibilidade da empresa e de sua proposta de levar empreendedorismo para a formação de crianças e adolescentes.
Mas a expansão das escolas é apenas uma parte do plano. A companhia começa a estruturar uma nova etapa de sua operação: atuar também como aceleradora de startups criadas por jovens de 18 a 23 anos, muitos deles ex-alunos da própria escola.
A ideia é acompanhar o empreendedor depois da formação escolar, criando uma espécie de continuidade da jornada iniciada na infância e na adolescência.
De aluno a empreendedor
A proposta muda a relação tradicional entre escola e aluno.
Na Mira, o empreendedorismo começa ainda na formação básica. Os estudantes são estimulados a identificar problemas, criar soluções, desenvolver projetos, apresentar suas ideias e aprender com a prática.
A nova frente pretende levar esse processo para uma etapa seguinte. Jovens entre 18 e 23 anos poderão encontrar na Mira não apenas formação, mas também apoio para transformar seus projetos em negócios.
A companhia passa a se posicionar como uma possível ponte entre educação, empreendedorismo e capital, acompanhando startups em seus primeiros estágios.
O conceito já começou a sair do papel. Segundo Marco, fundador da Mira, somente neste mês a companhia investiu em duas startups de alunos da escola, com um cheque de R$ 500 mil em cada uma. É um movimento que dá consequência prática à proposta pedagógica da empresa.
“Agora vai lá e faz”
Para Marco, essa mudança representa a principal diferença entre a metodologia da Mira e o modelo tradicional de ensino: “Antes, o processo chegava a um final de sala de aula e perguntava o seguinte: ‘Você aprendeu?’”. Hoje nós finalizamos a aula perguntando se aprendeu e dizendo: ‘Agora vai lá e faz!”
A frase resume a filosofia da empresa. O objetivo não é apenas ensinar empreendedorismo como conteúdo, mas estimular o aluno a colocar o conhecimento em prática.
E isso começa a criar uma trajetória que pode acompanhar o estudante por diferentes fases: primeiro como aluno, depois como empreendedor e, eventualmente, como fundador de uma startup.
Uma expansão que começou no Paraná
Criada em 2022, a Mira nasceu com uma proposta de complementar a educação tradicional com competências consideradas fundamentais para o futuro profissional.
A metodologia é direcionada a jovens de 7 a 17 anos e trabalha temas como empreendedorismo, educação financeira, liderança, comunicação, oratória, criatividade, resolução de problemas, tomada de decisão e inteligência emocional.
O modelo já começou a ser replicado por meio de franquias. Depois de consolidar presença em diferentes cidades do Paraná, a empresa avançou para outros mercados, chegando a Barueri, em São Paulo, e Joinville, em Santa Catarina. Agora, o próximo passo é ampliar a presença paulista a partir de cidades do interior.
Uma metodologia com inspiração internacional
Por trás da expansão está uma metodologia construída a partir de referências internacionais.
A Mira foi criada a partir de experiências e referências do Vale do Silício, aperfeiçoada pelos fundadores com estudos e formações ligados a Harvard e outras instituições internacionais, e incorpora elementos associados à educação finlandesa.
A empresa também utiliza fundamentos da psicologia comportamental, incluindo conceitos relacionados aos estudos de B. F. Skinner, aplicados ao desenvolvimento de hábitos, comportamentos, feedback e aprendizagem pela prática.
A lógica é colocar o aluno em situações nas quais ele precisa tomar decisões, resolver problemas, testar hipóteses e lidar com as consequências de suas escolhas.
Da escola para a aceleração
É justamente essa continuidade que pode diferenciar a nova estratégia da empresa.
Ao criar uma frente de aceleração para jovens de 18 a 23 anos, a Mira passa a explorar um espaço entre a educação e o mercado de venture capital. O jovem que passou anos aprendendo a identificar oportunidades e desenvolver projetos pode, depois dos 18 anos, encontrar dentro do próprio ecossistema da Mira suporte para transformar uma ideia em uma empresa.
A aceleradora poderá trabalhar com startups em estágio inicial, oferecendo capital, orientação, conexão com empreendedores e acompanhamento do desenvolvimento do negócio.
De R$ 10 milhões para R$ 17 milhões
A estratégia de crescimento também chama a atenção do mercado de capitais.
A Mira foi avaliada em aproximadamente R$ 10 milhões em sua primeira rodada de investimento. Agora, segundo informações da companhia, participa de uma nova rodada com avaliação de R$ 17 milhões.
A nova avaliação acontece em um momento em que a empresa amplia sua ambição.
A tese deixa de depender exclusivamente da expansão da rede física e passa a considerar também a capacidade da Mira de formar empreendedores e, posteriormente, investir em negócios criados por eles.
O capital passa a estar conectado à própria comunidade criada pela escola.
Uma nova avenida de crescimento
O modelo pode criar uma dinâmica diferente da tradicional educação privada.
Uma escola normalmente monetiza a relação com o aluno enquanto ele está matriculado. A Mira começa a pensar em uma relação de longo prazo. O aluno entra aos 7, 10 ou 12 anos, desenvolve competências empreendedoras ao longo da adolescência e, aos 18 anos, pode voltar ao ecossistema como fundador de uma startup.
Nesse momento, a empresa deixa de ser apenas uma instituição de ensino e passa a atuar também como aceleradora e investidora em novos negócios. É uma tese que aproxima educação e inovação.
A próxima fronteira
A história da Mira começou em Londrina, mas o plano agora é nacional.
Com presença em sete cidades, exposição crescente na imprensa, expansão para novos mercados e uma nova rodada que avalia a companhia em R$ 17 milhões, a empresa entra em uma fase decisiva.
O interior paulista é o próximo grande teste. Campinas, Indaiatuba, São José dos Campos e Ribeirão Preto podem ser apenas os primeiros mercados de uma expansão maior. Ao mesmo tempo, a criação de uma aceleradora para jovens de 18 a 23 anos pode transformar a própria base de alunos em um pipeline de novos empreendedores e startups.
A Mira ensina empreendedorismo aos jovens. Agora, quer fazer algo ainda mais ambicioso: formar o empreendedor, acompanhar sua evolução e, quando ele estiver pronto para construir uma empresa, investir nele.
É uma mudança que transforma a escola em algo maior do que uma escola.
De sala de aula para startup. De aluno para fundador. E de educação para capital.
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