Foto: Divulgação BDW

Exposição, obras premiadas e encontros que reuniram grandes nomes do Brasil transformam o Memorial dos Povos Indígenas em um convite permanente ao público

Brasília já viveu dias históricos durante a Brasília Design Week 2026. Auditórios lotados, palestras concorridas, rodas de conversa, oficinas, exposições, circuito de embaixadas, experiências gastronômicas e encontros entre alguns dos principais nomes do design, da arquitetura, da arte e da economia criativa colocaram a capital brasileira no centro das discussões sobre criatividade, inovação e identidade cultural.

Mas a programação da BDW 2026 ainda reserva uma oportunidade para quem não conseguiu acompanhar tudo de perto. A exposição Design que Conecta Territórios permanece aberta até 12 de julho, no Memorial dos Povos Indígenas, reunindo dezenas de obras, instalações e projetos que representam diferentes regiões brasileiras e reforçam Brasília como um território cada vez mais reconhecido internacionalmente pelo design.

Segundo a idealizadora da Brasília Design Week, Caetana Franarin, o evento demonstra que o design ultrapassa os limites da estética e ocupa um papel estratégico na construção de cidades, culturas e oportunidades.

A Brasília Design Week mostrou que Brasília tem todas as condições de ocupar um lugar permanente no calendário internacional do design. Recebemos profissionais, instituições e parceiros de diferentes países, promovemos encontros entre culturas e territórios e mostramos que o design brasileiro dialoga com o mundo sem perder sua identidade. Quem ainda não visitou a exposição encontrará um percurso vivo, que traduz tudo isso e explica por que a BDW vem se consolidando como uma referência internacional do design, destaca Franarin.

Ao longo da programação, passaram pela BDW alguns dos principais nomes da produção criativa brasileira. O pensador indígena Ailton Krenak levou ao Museu Nacional uma das conferências mais aguardadas do evento, propondo reflexões sobre natureza, território e modos de existir. O arquiteto pernambucano Zé Vagner, vencedor do ArchDaily Building of the Year 2026 com a premiada Casa de Mainha, emocionou o público ao defender uma arquitetura construída a partir das histórias, da memória e das pessoas.

Também participaram da programação nomes como André Carvalhal, que provocou reflexões sobre consumo, comportamento e construção de marcas; a cenógrafa Gigi Barreto, que apresentou sua visão de uma decoração afetiva inspirada na cultura brasileira; além do Coletivo Paranambuco, que levou a Brasília a força do design pernambucano como expressão cultural reconhecida internacionalmente.

A programação reuniu ainda debates sobre arquitetura, paisagismo e patrimônio, como a roda de conversa promovida pela Fundação Athos Bulcão sobre o papel do azulejo na arquitetura moderna e contemporânea, oficinas, circuitos de ateliês, visitas guiadas às embaixadas, experiências gastronômicas e uma exposição que aproxima diferentes territórios, culturas e formas de criar.

Outro destaque da edição foi a participação da Embaargen Brasil, que, pelo segundo ano consecutivo, trouxe empresas e designers portugueses para integrar a mostra Design que Conecta Territórios, fortalecendo o intercâmbio internacional e reafirmando Brasília como um ponto de encontro entre diferentes culturas do design.

Para o diretor-executivo da Brasília Design Week, Kadmo Côrtes, a continuidade da exposição amplia o alcance do evento e permite que mais pessoas tenham acesso a uma experiência que já marcou a cena cultural da capital.

A programação mostrou a força do design brasileiro quando ele dialoga com diferentes territórios, saberes e tradições. Agora queremos que ainda mais pessoas vivam essa experiência. A exposição permanece aberta exatamente para isso, para que cada visitante descubra como o design pode transformar a maneira como enxergamos nossa cultura, nossas cidades e o nosso futuro, ressalta Côrtes.

Quem já passou pela BDW 2026

A programação reuniu palestras internacionais, oficinas, rodas de conversa, designers premiados, arquitetos, pesquisadores, artistas, representantes de embaixadas, criativos de diversas regiões do Brasil, experiências gastronômicas, circuitos culturais e uma exposição inédita que permanece aberta ao público até 12 de julho, no Memorial dos Povos Indígenas.

A entrada é gratuita.