“Temos hoje a taxa de juros real mais alta do mundo e, ainda assim, o Banco Central prevê que a inflação só chegará ao centro da meta em 2028. O que mais precisa ser feito?” A provocação do economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, abriu o novo episódio do Painel Econômico Fieg, conduzido por Luciana Paula.

 

No programa, Galhardo analisa o Relatório de Política Monetária divulgado pelo Banco Central, que indica alta probabilidade de a inflação ultrapassar a meta em 2025 (71%) e 2026 (26%). A autoridade monetária também reduziu a projeção de crescimento do PIB deste ano para 2% e estimou avanço de apenas 1,5% em 2026, com investimentos praticamente estagnados - alta prevista de 0,3% na formação bruta de capital fixo.

O episódio destaca ainda a prévia do IPCA-15 de setembro, que registrou alta de 0,48% após a deflação de 0,14% em agosto, acumulando 5,32% em 12 meses. Em Goiânia, a variação foi de apenas 0,1%, mantendo o movimento de desinflação gradual observado no País.

Para Galhardo, a combinação de juros elevados e crescimento contido exige reflexão. “A política monetária já é suficientemente restritiva. Se a inflação não converge, talvez a explicação vá além da taxa de juros.”